Grupo de quatro executivos jovens, dois homens e duas mulheres, eles estão em um escritório e em frente a um balcão com notebook enquanto fazem uma reunião descontraída.

Cultura de startup: 5 práticas que sua empresa deve adotar já!

Startup é um termo frequentemente associado ao sucesso nos negócios. Por que será que ele ficou marcado dessa maneira em nossa mentalidade? Realmente, existem diversos casos reais de startups que, em pouco tempo, atingiram operações globais com altos níveis de receita.

O motivo é a cultura diferenciada que empresas desse tipo cultivam. Nesse post, vamos exemplificar como você pode adotar essa cultura de startup em sua própria empresa e, assim, alcançar resultados superiores. Vamos começar?

O que é cultura de startup

Para entender melhor esse conceito, é necessário partir da própria definição de startup. Basicamente, trata-se de uma empresa que ainda não tem um modelo de negócios cristalizado. Embora isso possa parecer um problema, na verdade, é exatamente o contrário.

O fato de que a startup ainda está desenvolvendo seu modelo de negócios permite que ela tenha muita flexibilidade em todos os níveis de operações. A qualquer momento podem ser feitas mudanças estratégicas, com barreiras menores. Assim, ela pode privilegiar ações que vão garantir um crescimento acelerado e alto potencial de escalabilidade.

A cultura de startup, então, pode ser resumida como um estilo de gestão que favorece a mudança e a inovação.

Casos de sucesso

Para que você entenda o potencial da cultura de startup, vamos apresentar três casos de empresas que, por meio desse modelo, chegaram a resultados astronômicos.

Caso 1: Airbnb

A Airbnb pode ser considerada uma startup no sentido mais pleno da palavra, pois desenvolveu um modelo de negócio basicamente inédito a partir do zero.

Hoje, é uma referência dentro do segmento de viagens, pois permite que os turistas visitem um lugar diferente sem depender de hotéis, albergues ou outras alternativas tradicionais. Em vez disso, o usuário fica na casa de um morador do local e pode ter um contato mais próximo com o estilo de vida do seu destino.

Veja que o serviço oferecido pela Airbnb não se limita à questão da hospedagem. Em vez disso, propõe-se a oferecer uma experiência cultural diferenciada. E tudo viabilizado pela tecnologia, é claro.

Caso 2: DropBox

Embora grandes empresas (como Google e Microsoft) tenham desenvolvido suas próprias soluções de cloud computing, o DropBox continua sendo o favorito de muitos usuários. Sua proposta veio resolver um problema enfrentado cotidianamente: a necessidade de acessar um mesmo arquivo em diferentes computadores.

O cloud computing não foi invenção do DropBox, mas ele demonstrou sua capacidade de inovar ao tornar essa tecnologia mais acessível para o usuário comum. Com isso, atacou um novo nicho de mercado, já que, até então, a computação em nuvem parecia reservada somente para grandes empresas.

Caso 3: Snapchat

Redes sociais são, por definição, startups. É impossível encontrar um tipo de negócio com um modelo tão “indefinido” quanto o delas. Afinal, em princípio, elas nem possuem uma maneira formal de monetizar seu produto (pense nisso: não é preciso pagar para usar redes sociais).

Portanto, a receita entra por caminhos bem diferentes. O que uma rede social faz é lançar seu serviço e esperar que os próprios usuários apontem maneiras de fazer dinheiro com ele.

O problema é que esse meio está ficando um pouco saturado e, por isso mesmo, está cada vez mais difícil inovar. Mas o Snapchat conseguiu essa proeza, não dando um enfoque específico ao seu produto (como LinkedIn, que é focado em contatos profissionais, ou Tinder, voltado para relacionamentos).

Em vez disso, criou um novo recurso: o das mensagens que se apagam sozinhas. Assim, conseguiu capturar a atenção dos usuários, abrindo possibilidades de uso — boas ou ruins — totalmente inéditas.

Como desenvolver a cultura de startup: 5 ações práticas

Você já viu o que é a cultura de startup, a importância da inovação e exemplos de empresas que deram certo com esse modelo. Agora, aqui vão nossas 5 dicas de ações práticas para aproximar seu negócio dessa realidade.

1. Não ter medo de errar

Existe uma boa razão pela qual essa ação ocupa o primeiro lugar da nossa lista. Afinal, o medo de errar pode impedir que você tome a atitude de fugir do padrão; e fugir do padrão é exatamente o centro da cultura de startup.

Porém, fique atento, pois “não ter medo de errar” é diferente de “não considerar os riscos”. Portanto, arrisque — mas não sem antes medir as possíveis consequências e traçar um plano B.

2. Ter uma estrutura horizontal

As estruturas horizontais privilegiam cooperação, enquanto as estruturas verticais privilegiam hierarquia. Tipicamente, as startups preferem a primeira alternativa. Quando várias pessoas têm a oportunidade de dar voz às suas ideias, fica mais fácil inovar continuamente.

Muitas inovações não partem de uma “sacada genial” de um profissional superdotado, mas da junção de pequenos insights de várias pessoas.

3. Adotar o pensamento lean

Para que uma estrutura horizontal funcione bem, ao menos no começo, é melhor trabalhar com uma equipe enxuta. E não pare por aí: procure enxugar também custos, processos e até a linha de produtos.

É isso que sugere o pensamento lean, uma visão gerencial focada em valorizar o que agrega valor real e descartar todo o resto. Essa visão é tão forte no mundo das startups que foi convertida em um livro muito popular: “A startup enxuta”, de Eric Ries.

4. Valorizar os profissionais

Uma vez que você esteja trabalhando com menos pessoas, torna-se bem mais fácil valorizar adequadamente cada um dos profissionais em sua equipe.

Ao mesmo tempo, a expectativa por parte desses indivíduos é ainda mais forte. Afinal, com apenas 20 ou 30 pessoas na empresa, não existe motivo para que o gestor não consiga desenvolver políticas consistentes de feedback e educação corporativa, criar planos de carreira alinhados com as ambições de desenvolvimento de cada membro, entre outras medidas.

E por que a valorização dos profissionais é tão essencial para estabelecer uma cultura de startup?

A resposta está na inovação. Enquanto ela pode se manifestar por meio de tecnologias, não são as máquinas ou softwares que produzem a inovação — mas, sim, as pessoas. E profissionais motivados tendem a ser mais criativos e proativos, gerando avanços importantes para a empresa.

5. Implementar novas tecnologias

Você provavelmente notou que, nos três casos que apresentamos aqui, existe um denominador comum: a tecnologia. E, se você quiser repetir a equação de sucesso, é bom incluir esse elemento na fórmula da sua empresa.

Uma excelente alternativa é a implementação do uso de apps corporativos. Eles podem ajudá-lo a enxugar operações não essenciais, reduzir custos e aumentar a produtividade. Existem apps corporativos para uma grande variedade de fins, como:

  • transporte;
  • compartilhamento de documentos;
  • reuniões à distância por videochamadas;

E o mais interessante sobre os apps corporativos é que eles são um tipo de tecnologia totalmente alinhada com a realidade atual de mobilidade. Hoje, muitos dos profissionais de uma empresa não trabalham atrás de uma mesa, no escritório. Em vez disso, atuam nas ruas ou dentro de suas próprias casas.

A equipe está sempre “on the go”, ou seja, transitando entre lugares. Nesse cenário, faz toda a diferença disponibilizar ferramentas de trabalho que possam ser acessadas pelo smartphone ou tablet.

Agora que você tem uma noção mais clara do que é a cultura de startup, que tal identificar se há traços dela na sua empresa? Compartilhe suas observações com a gente, deixando um comentário neste post!

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