Entenda a diferença: planejamento estratégico, tático e operacional

Toda organização conta com 3 níveis de planejamento: administração, decisão e operação. Pode-se dizer que o planejamento é desenvolvido com a intenção de atingir uma determinada situação. Consiste, assim, no estudo dos esforços que devem ser empregados para o alcance de determinado objetivo. Mas para que os resultados almejados sejam efetivamente alcançados, é necessário que esse planejamento seja muito bem feito, de forma a otimizar os recursos da organização, tornando-os mais eficientes e menos onerosos.

Uma empresa que usa serviços de táxi corporativo, por exemplo, deve primar pelo atendimento às demandas de transporte de seus colaboradores e clientes, mas sem comprometer desnecessariamente os custos. E isso só pode ser feito com políticas de planejamento nas 3 esferas: estratégica, tática e operacional. Pronto para entender cada uma delas? Então fique de olho!

Planejamento estratégico

Tudo se inicia justamente no planejamento estratégico, fase em que são definidas as estratégias com foco sobretudo no longo prazo. Nessa etapa, é preciso se concentrar em uma visão geral da empresa, sem entrar em minúcias. Afinal de contas, como o planejamento estratégico normalmente é elaborado para um período de 5 a 10 anos, seria muito pouco provável acertar ações para um período tão longínquo.

O mais importante é levar em consideração fatores internos e externos à organização, como o contexto econômico mundial e a situação do mercado onde a empresa se situa. Nesse cenário entra a análise SWOT, por exemplo, uma excelente ferramenta para o mapeamento das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da organização, fornecendo um bom subsídio para a estruturação dos demais planos estratégicos.

Mas isso não é tudo. Os gestores da empresa ainda precisam ter consciência, o quanto antes, de quem realmente o negócio é, onde ele deseja chegar e o que considera mais importante. E tudo isso deve estar muito bem documentado. Em síntese, isso se traduz em: missão, visão e valores, instrumentos de gestão ao mesmo tempo extremamente importantes e, infelizmente, menos usados pelas empresas.

Com base nesse mapeamento inicial, torna-se possível definir o que deve ser alcançado pela empresa dentro do período projetado. Mas atenção: não se trata de objetivos como volume de produção ou metas de vendas, por exemplo, mas sim de objetivos estratégicos que a organização deseja atingir. Aí entram a posição de mercado que a empresa deseja ocupar e como ela gostaria de ser reconhecida dentro de alguns anos por seus clientes, por exemplo.

A dica é criar metas e objetivos mensuráveis, facilitando assim a compreensão e, consequentemente, seu alcance. Aqui vão alguns exemplos de objetivos estratégicos para você ter uma ideia:

  • Elevar o nível de satisfação dos clientes em 20%;
  • Minimizar os custos operacionais em 10%;
  • Elevar o índice de capacitação dos colaboradores em 15%.

 

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Para ficar ainda mais claro, abaixo estão algumas questões essenciais que podem auxiliar no desenvolvimento do planejamento estratégico. Pergunte-se:

  • Quem somos?
  • O que fazemos?
  • Por que fazemos?
  • Onde estamos?
  • Onde queremos chegar?
  • O que valorizamos?

E ainda é importante deixar claro que, mesmo o planejamento estratégico sendo elaborado para um horizonte de até 10 anos, é fundamental que ele seja constantemente revisado e atualizado. Caso isso não aconteça, o risco é de que fique obsoleto e, eventualmente, seja abandonado.

Finalmente, para conquistar engajamento, é importante desenvolver um planejamento estratégico inspirador e motivador. Acredite: compartilhar planos de longo prazo é uma forma simples e ao mesmo tempo poderosa de conquistar a participação ativa do colaboradores na busca pelos objetivos da empresa, gerando satisfação na medida em que os resultados são alcançados.

Planejamento tático

O passo seguinte consiste na construção do planejamento tático. Aqui o foco se concentra, sobretudo, no médio prazo. Logo, certos detalhes são levados em consideração. Mas também é um plano que se mantém enxuto e com visão holística. Uma das diferenças mais expressivas entre o planejamento estratégico e o planejamento tático é que o primeiro se volta para a organização com um todo, já o segundo se volta para as áreas e os setores específicos da empresa. O planejamento tático é, portanto, a diluição do planejamento estratégico para cada unidade da empresa.

Como não poderia deixar de ser, o planejamento tático prevê um período um pouco menor, geralmente de 1 a 3 anos. Nesse momento são feitos os planos de publicidade, de produção e de planejamento de recursos humanos, todos se convergindo com o planejamento financeiro. Assim se tem uma visão geral do fluxo de caixa para o período planejado.

A fim de otimizar a compreensão, separamos aqui algumas das questões que devem ser respondidas no planejamento tático. São elas:

  • O que fazer?
  • Dá para fazer?
  • Vale a pena fazer?
  • Vai funcionar?
  • Quando vamos fazer?

Ao finalizar o planejamento tático, obtém-se os objetivos táticos para cada departamento da empresa, desde o comercial, passando pelo marketing até chegar aos recursos humanos. Esses objetivos devem estar norteados pelos objetivos estratégicos. Assim, o alcance das metas táticas devem se traduzir no atingimento das metas estratégicas. Aqui vão alguns exemplos de objetivos táticos:

  • Assegurar que as solicitações dos clientes sejam respondidas em no máximo 1 dia;
  • Reduzir o tempo de espera por transporte dos colaboradores;
  • Assegurar que todos os colaboradores tenha formação superior.

Planejamento operacional

Por fim, temos o planejamento operacional que consiste, basicamente, nos esforços para se planejar como o que foi definido no planejamento tático será colocado em prática. São planos concentrados no curto prazo, na maior parte das vezes elaborados para períodos de 3 a 6 meses, que detalham métodos, processos e sistemas que a organização deverá adotar para alcançar seus objetivos. São, portanto, planos bem mais ricos em detalhes, que especificam colaboradores e interfaces envolvidas, cada uma com suas atribuições e responsabilidades, além dos materiais e demais recursos necessários para colocar os planos em execução.

Normalmente se tem planos de ação e cronogramas como resultados do planejamento operacional, recursos que respectivamente organizam as ações em caso de desvio e distribuem as atividades ao longo do tempo. Abaixo constam alguns exemplos de objetivos operacionais para você ter como base:

  • Implantar um sistema de controle de pedidos;
  • Fechar uma parceria com empresa de transporte corporativo;
  • Estabelecer convênio com instituição de ensino para a formação dos colaboradores.

Assim como nas demais vertentes de planejamento, algumas questões podem ajudar no desenvolvimento do plano operacional, como:

  • Qual o prazo esperado?
  • Quais as ferramentas e recursos necessários?
  • Quanto vai custar?
  • Quais as alternativas?

É fundamental fazer uma avaliação dos riscos inerentes a cada atividade, juntamente com planos de contingência para o caso de um desses riscos vir à tona, comprometendo as operações.

Agora que já sabe a diferença entre planejamento estratégico, tático e operacional, que tal compartilhar este post nas redes sociais e ajudar outras pessoas, contribuindo com o amadurecimento da cultura de planejamento?

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