gestão de risco

Entenda o que é Gestão de Riscos e como aplicá-la

Gerir uma empresa não é tarefa fácil! São muitas as incertezas, tanto internas quanto externas, que podem representar riscos às operações do seu negócio. Contudo, com planejamento, estudo e um gestão de riscos eficiente, é possível transformar um cenário desfavorável em oportunidades.

Quer saber como? Este artigo aborda o que é gestão de riscos e qual a sua importância para o setor empresarial. Acompanhe a leitura.

O que é Gestão de Riscos?

Gestão de riscos faz referência ao processo de evitar efeitos negativos em uma organização. Isto é, o gerenciamento de riscos empresariais compreende o planejamento e o controle de recursos para reduzir ou aproveitar os riscos sobre sua empresa.

A equipe de gerenciamento de riscos trabalha em três frentes:

  • a gestão deve identificar possíveis riscos e planejar como minimizá-los ou extingui-los;
  • outras vezes, o risco se manifesta como surpresa, e a gestão deve ser dinâmica e rápida;
  • por último, a gestão de riscos também deve identificar os potenciais no cenário de incertezas e agir de modo a não desperdiçar oportunidades. 

Para isso, um bom sistema de monitoramento de tudo que envolve a empresa é essencial para que a gestão de riscos atinja seu objetivo final: a melhoria contínua dos processos da organização.

Quais são os tipos de riscos?

O risco é um efeito da incerteza, um desvio em relação ao curso e objetivos esperados pelos gestores. Ele pode ser um evento, uma circunstância ou uma condição futura. Um risco pode ter muitas causas – seja de ordem pessoal, operacional ou de ordem financeira – e reconhecer essa origem é fundamental para que sejam direcionadas ações eficazes para a solução do problema.

Confira alguns dos principais tipos de riscos que as empresas estão sujeitas e aprenda a se preparar para eventuais complicações.

Risco de pessoal

O risco de pessoal faz referência à falta de qualificação profissional na equipe, o que impede ou atrapalha o exercício da função e as operações da empresa. Tais riscos são de diferentes naturezas e podem ser mais complicados ou simples de serem resolvidos. Os principais riscos de pessoal são:

  • Causados pela omissão ou negligência de um ou mais colaboradores;
  • Motivado pela falta de qualificação profissional, o que é bastante comum quando há ampliação na oferta de serviços de uma organização;
  • Causados por fraudes, ou seja, quando um colaborador desrespeita as normas da empresa – podendo envolver desvios de recursos.

Risco operacional

O risco operacional refere-se ao déficit nos processos internos da empresa, causadas pela falta de bons equipamentos, ferramentas ou até mesmo de metodologias eficazes de controle de qualidade. 

Riscos de eventos externos

Os eventos externos são quaisquer ocorrências alheias ao ambiente interno da empresa. Os principais são:

  • interrupção de serviços públicos;
  • catástrofes naturais;
  • roubo;
  • vandalismo.

Risco de imagem

Esse tipo de risco é um dos grandes temores de gestores, pois a imagem quando afetada de forma negativa demanda uma série de ações para recuperar a reputação

Com efeito, o processo deve ser bastante persuasivo e sensível às reações e desejos do público; e ter uma equipe especializada que fique por conta disso é fundamental.

Como elaborar um plano de Gestão de Riscos

O gerenciamento de riscos envolve uma série de ações para que o projeto atinja seu objetivo. É extremamente importante que os gestores estejam imersos na cultura organizacional da empresa e que conheçam o funcionamento dos demais setores da organização. 

Confira aqui como preparar um plano de Gestão de Riscos eficaz para sua empresa. 

Passo 1: Identificação

Primeiramente, os riscos podem variar entre organizações. Assim, antes de traçar seu plano de gerenciamento, você deve conhecer a fundo o seu negócio. Nessa fase, é importante que colaboradores de todas as áreas se reúnam com a equipe de gerenciamento de riscos para que os problemas de todas os setores da empresa sejam incluídos nessa análise. 

Na etapa de identificação é preciso ser muito cuidadoso, pois quanto mais potenciais riscos e oportunidades forem identificados, menores são as chances da gerência ser surpreendida com riscos antes não previstos.

Passo 2: Análise Qualitativa

Posteriormente à identificação dos riscos, é preciso se inteirar sobre todos os processos internos e atividades que integram as operações da empresa. Nesta fase, chamada de Análise Quantitativa, você deve organizar os riscos de forma hierárquica em termos de importância para o funcionamento do negócio, além da probabilidade de cada um se concretizar de fato.

Passo 3: Análise Quantitativa

papéis de acompanhamento de gestão de riscos

A gestão de riscos visa reduzir os impactos de fenômenos considerados negativos para o desenvolvimento de uma empresa.

Esta etapa da gestão de riscos consiste em classificar numericamente os efeitos de cada risco elencado anteriormente. Com isso, é possível constatar o que pode acontecer se o risco de fato se concretizar. Por exemplo, talvez o projeto sofra atrasos ou a execução se torne mais dispendiosa – e esse passo permite que você chegue a um valor exato.

Passo 4: Respostas aos riscos

Esta etapa se divide em duas: o planejamento e a implementação das respostas aos riscos. Aqui, a hierarquia também deve ser considerada, e a busca de soluções deve começar pelos riscos mais urgentes.

A equipe de gerenciamento deve pensar em soluções para cada risco e nas estratégias que permitem que o problema seja resolvido. Então, é hora de dividir as ações e colocar tudo em prática conforme o planejado – sempre levando em conta o orçamento do negócio e a aprovação dos stakeholders. 

Passo 5: Monitoramento 

Por fim, após a definição e execução das ações para minimizar esses riscos, é preciso acompanhar se eles estão respondendo bem às estratégias e soluções definidas. Para isso, você pode contar com várias ferramentas para te auxiliar, como indicadores de desempenho, relatórios, implantação de mecanismos de controle, entre outros.

Quais os métodos e ferramentas disponíveis para o gerenciamento de riscos

Muita coisa para considerar, né?! Ainda bem que temos diversas ferramentas à nossa disposição para facilitar o trabalho de monitoramento em todas as etapas e evitar possíveis erros humanos. Confira, agora, três ferramentas bastante utilizadas na gestão de riscos. 

PFMEA

O Process Failure Mode and Effective Analysis (PFMEA) é uma ferramenta cujo objetivo é   identificar e julgar as chances de erros em um processo e suas consequências. Além disso, o PFMEA fornece sugestões sobre as ações que potencialmente minimizaria a probabilidade de concretização de tais erros.

O PFMEA também classifica as falhas de acordo com:

  • a probabilidade de ocorrência;
  • as maneiras de detectá-las;
  • as ações que devem ser tomadas em cada caso.

What If

Esta ferramenta consiste em imaginar todos os potenciais riscos de sua empresa e o que poderia ser a causa deles. A metodologia, entretanto, exige bastante conhecimento acerca de todas as operações do negócio.

funcionários fazendo a gestão de riscos da empresa

A gestão de riscos é um processo que deve envolver pessoas de áreas diversas da empresa, uma vez que, todas as áreas se encontram em situações diferentes.

Assim, a partir de reuniões com colaboradores de todos os setores da organização, devem ser levantadas informações sobre cada projeto individual. Então, são formuladas hipóteses, com base na pergunta “E se?”, que vão imaginar diferentes cenários de problemas e as soluções mais adequadas a cada uma delas. 

APR

A Análise Preliminar de Riscos (APR) é uma metodologia bem prática com o objetivo de evitar episódio que podem comprometer a execução de um projeto – sendo muito utilizada na construção de novos produtos. A aplicação da APR consiste em listar em uma tabela todas as ações que compõem a operação analisada e identificar os riscos que podem afetar cada etapa.

Após essa identificação, os gestores devem relacionar os riscos com suas possíveis causas e consequências, determinando ações para prevenir ou controlar os efeitos de cada risco. Então, é só colocar em prática o que foi elencado nas tabelas e monitorar todas as operações.

Agora que você sabe a importância de uma equipe de gestão de riscos e as ferramentas disponíveis para facilitar o trabalho, é hora dar up no seu negócio. Confira nosso conteúdo sobre como criar vantagem competitiva e agregue mais valor à sua empresa.

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