pessoas segurando uma planta nas mãos

Responsabilidade social empresarial: o que é e como aplicar

Você já ouviu falar em responsabilidade social empresarial? Esse é um conceito cada vez mais difundindo entre empresas de todos os setores e tamanhos e surgiu em 1998 no Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável.

Além de uma postura ética e prestação de contas à sociedade, a responsabilidade social também ressalta a importância da organização retribuir e auxiliar no desenvolvimento do seu entorno de forma sustentável (país, empregados e sociedade como um todo).

Atender aos sete princípios da Norma de Responsabilidade Social ABNT NBR ISO 26000 é um dos primeiros passos para as empresas que desejam criar e implementar esses pilares de sustentabilidade, que são:

  1. Direitos Humanos;
  2. Transparência.
  3. Responsabilidade;
  4. Normas Internacionais;
  5. Consideração pelas partes interessadas;
  6. Comportamento Ético;
  7. Legalidade.

Entendendo a fundo a responsabilidade social empresarial

No artigo de hoje vamos mergulhar nesse tema com uma entrevista exclusiva de Marina Pechlivanis, especialista em ativação de campanhas de Responsabilidade Social Empresarial de empresas e CEO da Umbigo do Mundo. Pechlivanis tem experiência em ativação de campanhas de responsabilidade sócio-empresarial em empresas e organizações dos mais variados mercados e tamanhos.

Esta é uma ótima oportunidade para empreendedores que querem complementar os seus conhecimentos ou desejam dar os primeiros passos para adotar políticas de responsabilidade social em suas empresas.

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O que é responsabilidade social?

Marina Pechlivanis Existe um grande equívoco no conceito de economia quando associado apenas ao sucesso, crescimento e acúmulo, que muitas vezes geram para a performance positiva de alguns, a escassez de outros tantos. A empresa socialmente responsável é a que para além de todas as suas responsabilidades mínimas previstas têm como missão criar novas oportunidades que gerem bem-estar, poder e renda, além dos produtos e serviços ofertados para as mais diversas pessoas. Isso pode ser resumido em aspectos tangíveis, como acesso a bens/serviços e geração de renda, por exemplo; e intangíveis, como resgate da cidadania e desenvolvimento do capital social, entre outros. 

Nas mentorias e palestras que faço, costumo destacar a visão de Edmo Colnaghi Neves, presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial (IBDEE). Para ele: “As sociedades, empresariais ou civis, associações, fundações e outros tipos de entidades representam esforços conjuntos das pessoas para a busca da prosperidade, que devem ser equilibrados, observando-se a manutenção do meio ambiente e a proteção dos desfavorecidos”. Nesta medida, insere-se a responsabilidade dessas entidades para garantir o desenvolvimento sustentável. Ou seja: pensando-se não somente no presente, mas também no futuro. Calibrando-se o crescimento dos mais prósperos com a proteção dos desfavorecidos e do respeito ao meio ambiente que nos cerca e do qual fazemos parte.

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Há alguma lei que regula isso no Brasil?

Marina: Podem-se encontrar artigos em várias normas que juntos poderiam ser unidos sob o nome de “responsabilidade social”. Segundo o IBDEE, há normas sobre direito ambiental, naturalmente visando proteger o meio ambiente; normas de direito tributário, estabelecendo benefícios fiscais para aqueles que têm iniciativas de responsabilidade social; inúmeras normas de Direito Previdenciário e do Trabalho, como aquela que estabelece quotas de contratação de pessoas com deficiência; assim como valores éticos e morais que são prestigiados socialmente, embora não traduzidos em normas jurídicas.  Em minha opinião, a lei do bom-senso também vale. Ou seja: quando a empresa adquire a consciência da autorregulamentação e da criação de parâmetros internos para atuar de forma socialmente responsável. A partir daí, gera-se engajamento interno e mobilização externa para um benefício comum: uma sociedade mais igualitária e próspera, principalmente nas áreas de saúde e educação. Ser socialmente responsável é fazer não só porque é obrigatório, mas sim por ser fundamental.

O que pode ser considerado uma empresa socialmente responsável?

Marina: Socialmente responsável é a empresa que: considera, mapeia, analisa, projeta, implementa, acompanha, ajusta e considera projetos para o bem-comum, e não apenas para o próprio bem ou para ampliar única e exclusivamente os seus bens.

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Quais as tendências para a responsabilidade social?

Marina Em meu livro “Economia das Dádivas” (AltaBooks), trago uma ponderação que pode ajudar nesta reflexão: “a natureza é a maior doadora de recursos para a humanidade; doa sem esperar retribuição. E a humanidade dá o que em troca? Cada vez mais as pessoas estão refletindo sobre o real sentido de suas vidas, sobre suas interações com o meio e com o próximo, e sobre o legado que deixarão para este mundo. Nunca se falou tanto em dimensão social, humanitária e até mesmo espiritual, especialmente no mundo dos negócios. O olhar para as necessidades não apenas dos necessitados, mas também da pessoa que está ao seu lado, passa a se tornar um valor reconhecido que gera reputação, traz felicidade e faz a diferença.”

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Quais são os erros mais comuns das empresas com as políticas de responsabilidade social?

Marina:  Para se autopromover muitas empresas se utilizam do efeito “green washing” (em livre tradução: “lavagem verde”), mostrando em ações e campanhas que a empresa é ecologicamente sustentável, que faz reciclagem e projetos ambientais entre outros, sem que seja verdade. Isso vale para causas sociais, causas de inclusão e diversidade, entre tantas outras. Para as empresas que acreditam que isso ajuda na geração de reputação, muita atenção: o efeito é exatamente o contrário. Quando os colaboradores, os clientes, os fornecedores entre outros públicos percebem que esta postura não é autêntica e verídica, isso pode desvalorizar o negócio, inclusive financeiramente. Na era das mídias sociais, com alta velocidade de troca de informações, qualquer deslize de uma empresa pode ganhar visibilidade escalonada em poucos minutos. E o custo para corrigir isso é muito alto.

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