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Abordagem Contingencial: como o ambiente externo afeta sua empresa

Qual o melhor modelo organizacional ou administrativo para fazer uma empresa ser eficiente? Certamente, antes de responder essa pergunta mentalmente você pensou que isso dependerá do seu ramo de atuação.

Está correto em parte, mas a realidade externa ao negócio é um fator ainda mais determinante e que fará com que os processos internos e linhas administrativas mudem de acordo com esse cenário.

A chamada abordagem contingencial ou teoria contingencial, que surgiu em 1960 por meio de estudos para identificar os melhores modelos de administração, aponta que não há um modelo específico e único.

Esse estudo se empenha em analisar as mudanças no ambiente e como elas impactam as organizações, além de trazer um panorama sobre como aproveitar as oportunidades, prever os riscos e identificar as possíveis restrições

No artigo de hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre esse tema e conhecer quais são os principais fatores a serem observados em uma abordagem contingencial. Fique atento à leitura e esteja preparado para lidar com as eventualidades e mudanças do ambiente, independentemente da área de atuação da sua empresa.

Principais fatores da abordagem contingencial

A abordagem contingencial ajudará a lidar com as eventualidades e como saber como atuar em variadas condições. Ainda que não exista uma forma organizacional única, há ambientes e fatores que podem ser analisados e ajudarão a entender quais os melhores comportamentos administrativos a se tomar a partir do cenário em que se encontra. Confira.

Análise ambiental

Apesar do foco ser o ambiente externo, aqui o olhar deve se iniciar de dentro para fora. Começando pela análise das forças e fraquezas dentro da organização, como processos que estão funcionando, setores que precisam de reformulação etc. Após isso, as oportunidades e ameaças do mercado devem ser analisadas também, como concorrentes, implicações jurídicas do setor e portas de possível crescimento.

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A Matriz Swot é uma das ferramentas mais utilizadas para fazer esse processo e uma das mais eficazes para combinar as forças e fraquezas do ambiente externo e interno.

Entre os estudos da abordagem contingencial também está uma abordagem do autor F. E. Emery e E.L. Trist, que aponta que existem quatro tipos básicos de ambiente, que são:

  • Meio plácido e aleatório: Com pouca capacidade de influenciar e afetar outras empresas, as organizações inseridas nesse meio estão em um mercado pequeno e apresentam produtos e serviços semelhantes e com pouca diferenciação. Os tipos de negócios geralmente inseridos aqui são mercearias, oficinas mecânicas e outros pequenas comércios.
  • Meio perturbado e reativo: Este ambiente é dinâmico e os concorrentes estão sempre atentos às ameaças e movimentos um dos outros, assim como de suas reações. Esse é um ambiente geralmente de poucas organizações dominantes como bancos e montadoras de automóveis e outras grandes organizações com cenário de grande disputa.
  • Meio plácido e segmentado: Concorrência baseada de forma monopolística. Empresas geralmente de médio porte. As empresas aqui geralmente são extremamente hierarquizadas e possuem a administração e coordenação centralizada.
  • Meio de campos turbulentos: Geralmente controlado por poucas empresas que são capazes de entregar o produto ou serviço. Nesse cenário a disputa por inovação e tecnologia é grande. O ambiente geralmente é de autonomia entre as organizações

Estratégia contingencial

Aqui no Blog 99 Empresas, já falamos muito sobre planejamento estratégico e para montar um de acordo com uma abordagem contingencial é saber que todas as etapas do planejamento precisarão de revisão constante a depender do ambiente que se está inserido e do objetivo que se quer conquistar e das projeções dos cenários.

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Entre os principais fatores de uma abordagem contingencial estão o ambiente, o indivíduo, a estrutura como um todo, as tarefas que tem de realizar e a tecnologia. Esta última deve ter sempre um caráter inédito para, assim, conseguir gaps de oportunidades frente aos seus concorrentes.

No entanto, é importante adequar a tecnologia à realidade do negócio, à adaptação da equipe e à recepção do público-alvo.

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Colocando a teoria contingencial em prática

Lidar com as eventualidades é também uma forma de administração e de estrutura organizacional que se empenha em resolver os problemas do presente.

Apesar de parecer flexível à primeira vista, é importante ter claro que essa capacidade deve ser atribuída na maioria das vezes apenas aos líderes, gerentes e encarregados. A equipe precisará estar preparada para seguir o que é passado e tem pouca autonomia no poder decisório.

Cabe aos gestores desenvolverem a capacidade de analisar o ambiente externo e interno de maneira rápida e eficiente e tomar decisões que sejam capazes de solucionar problemas e ganhar vantagens competitivas, sem afetar o bem-estar do time.

Esse tipo de cenário e teoria pede líderes que tenham visão ampla e consigam pensar em diversas formas de solucionar um problema, que pode ir desde motivar a equipe até aumentar as vendas. É preciso ter claro que o que foi feito no passado ou em outro cenário pode não funcionar no futuro. Esse é um dos principais pontos da teoria contingencial.

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